Elaborado por Georges Hébert (1875-1957), o método surgiu na França, em 1905, e é mais que um simples conceito de treinar o corpo. É um genuíno método de educação moral e física. Qualquer pessoa, seja quem for, se quiser realmente viver sua vida ao máximo de suas capacidades e habilidades, tem pela frente algumas tarefas físicas e morais para cumprir e algumas obrigações sociais a respeitar. Essas tarefas constituem a moralidade física e podem se transformar numa fórmula dupla: desenvolver a si mesmo e preservar a si mesmo.
Aqui a definição dada pelo próprio inventor: “Um método progressivo/gradual, de ação continua, da infância `a maturidade, com o objetivo de assegurar um desenvolvimento físico integral, com resistência orgânica, destacando as capacidades de todos os tipos de exercícios indispensáveis, tanto naturais quanto utilitários, desenvolver energia e outras qualidades de ação, finalmente para subordinar todo o físico e prevalecer o ideal moral: altruísmo!”
O treino do MN privilegia o movimento em todas as suas formas. Os exercícios são classificados em 10 famílias:
- Andar
- Correr
- Pular
- Escalar
- Quadrupedal (movimentar-se em 4 apoios)
- Equilibrar-se
- Carregar (peso)
- Atirar (peso)
- Defender-se
- Nadar
Todos esses exercícios devem ser executados em uma sessão de treino que deve durar de 40 a 60 minutos, com o objetivo de trabalhar a flexibilidade, liberdade de ação individual, continuidade, alternação do esforço do exercíci. As sessões podem ser realizadas num ambiente externo preparado ou não, mas também podem ser feitas em ambiente fechado por conveniência.
O MN é indicado para pessoas em qualquer condição, independentemente da idade, sexo ou nível físico. O método tem uma aplicação prática e imediata no dia-a-dia, também em emergências ou perigo, permitindo habilidades para ajudar ao próximo de qualquer forma.
O lema do método é “Etre fort pour être utile.” (“Ser forte para ser útil”), forma condensada da seguinte sentença: “Alguns devem ser fortes para serem úteis, não apenas para eles mesmos, mas para os outros.”
(Texto extraído da página de Erwan Hebestite, e traduzido para o português, por PKMax)
Freerunning é uma atividade paralela ao Parkour, direcionada aos movimentos plásticos e estéticos, diferentemente da ideologia/filosofia objetiva e prática do Parkour. É um tipo de demonstração que mistura técnicas de Parkour e acrobacias. Freerunner é o termo utilizado para designar seus praticantes, que usam manobras e elementos de ginástica olímpica, como mortais e giros. A expressão Freerunning foi criada por Sebastian Foucan para desvincular sua atual atividade com a do Parkour, de David Belle.
- Salto Mortal (Back Flip) é considerado Parkour?
A filosofia do Parkour aponta para a objetividade, eficiência e praticidade. Movimentos acrobáticos, como saltos mortais (back flip, front flip, wall flip), wall spin, entre outros, não fazem parte do Parkour, pois tem finalidade plástica e estética, que diferem da filosofia do Parkour.
- Que tipo de equipamento/tênis devo usar?
Nenhum tipo de equipamento é necessário ou obrigatório, mas o trio camiseta, calça leve e par de tênis é bem-vindo. Devido a influência do método natural, nada impede que o praticante de Parkour treine mais a vontade, descalço, por exemplo. Essa prática reforça a idéia de que nenhum tênis especial seja necessário, pois a melhor absorção de impacto encontra-se na execução correta do movimento.
- Mulheres podem praticar Parkour?
As mulheres são muito bem-vindas para a prática, mas existe uma resistência para compartilhar um espaço atualmente dominado por homens. O Parkour não é uma atividade específica para o sexo masculino, mas existem diferenças no treinamento feito por mulheres. Elas apresentam grande facilidade em movimentos que exigem flexibilidade e equilíbrio e tem que suar um pouco mais para executar exercícios de impulsão e força. A boa notícia é quecada vez mais mulheres estão deixando de lado a timidez e partindo pra ação.